Livra-nos do mal


Rosivaldo Araújo: "Deus quer que a gente peça que o mal não entre em nós; que não nos deixe fazer mal ao nosso próximo, para não perdermos a salvação"

Dias atrás o irmão Rosivaldo Araújo, trouxe uma visão muito interessante sobre um trecho da oração do Pai nosso. Veja: 

"E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!" (Mateus 6.13)

Rosivaldo mencionou os mártires que morreram pelo nome de Jesus para lembrar que todos nós estamos sujeitos a qualquer tipo de maldade, doenças, pragas, pestes, calamidades, catástrofes, opressões, torturas e etc.

E traz como reflexão o fato de Jesus nos ensinar a pedir ao Pai que nos livre do mal, no sentido de pedirmos para não deixar o mal entrar em nós, considerando que esta permissão está em nossas mãos por causa do livre arbítrio.

"O mal precisa de um hospedeiro, um ser humano, para se manifestar. Ele nos faz perder a salvação ao fazermos o mal ao nosso próximo", diz Rosivaldo.

Araújo acrescenta que se outras pessoas fizerem o mal para nós, isso não nos tira a salvação se formos fiéis ao evangelho até o fim, como acontece com os mártires. Já o contrário, ou seja, se o mal entrar em nós e se manifestar nas nossas atitudes, aí sim, colocamos em risco a nossa entrada no reino dos céus. 

O bispo Luciano Nascimento assina embaixo e comenta que realmente precisamos pedir ao Espírito Santo que nos livre do mal que existe no mundo e que já está em muitas pessoas fazendo elas lesarem, enganarem, traírem, mentirem e cometer uma série de atrocidades.

"Deus, livra-nos do mal, não deixa o nosso coração se tornar mal e infiel, ao ponto de um dia nos apartarmos de Ti", roga o bispo Luciano Nascimento.

Se pararmos para pensar mais detidamente sobre isso, vamos verificar que o mal se manifesta em tudo o que é contrário aos ensinamentos do evangelho, a exemplo da falta de paciência, das murmurações, da falta de mansidão, domínio próprio, temperança, amor e etc.

(Lembrando que a obediência ao evangelho é a condição para herdar o reino dos céus)

Venham lutas, tentações e privações... 

Então, vejamos. Diferente dos mártires pode ser que algum de nós ainda não tenha resistido até ao sangue combatendo contra o pecado.

Mas, talvez tenhamos passado (ou estejamos passando) por lutas, tentações e privações que nunca imaginamos enfrentar, seja por calamidades, tragédias e tribulações da vida.

São nesses momentos de dor e dificuldades que temos a oportunidade de cumprir o que ensinou o apóstolo Paulo:

"Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados" (2 Coríntios 13.5). 

Um dos motivos que a palavra diz que o evangelho é loucura é porque, humanamente, é impossível agir como se estivesse tudo bem, enquanto vivemos os piores momentos da vida. 

Na tribulação, o que mais tendemos é reclamar, ficar com raiva do que estamos passando. Se agirmos diferente, com serenidade e dando graças a Deus, por exemplo, vão nos chamar de loucos. 

Mas é o que ensina, não somente a palavra do evangelho, como a própria atitude de Jesus diante da maior provação que podia enfrentar: a crucificação. Ele não abriu a boca e nem revidou as afrontas que sofreu: 

"Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas, o qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano, o qual, quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente" (1 Pedro 2.21-23).
Se aos olhos humanos é impossível agir como Jesus, então o que fazer para isso acontecer e, assim, nos esforçar para entrar no reino dos céus? 

A palavra diz que é vivendo pelo Espírito Santo:

"Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis" (Gálatas 5.16-17).

Viver pelo Espírito Santo é uma conversa para outro post, que você pode ver aqui.

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