Faça as pazes consigo

mulher de cabelos enrolados com olhos fechados e sorrindo

Já dizem os estudiosos do comportamento humano: todas as nossas vivências (negativas ou positivas) resultaram no que somos hoje. Somos definidos pelo conjunto de experiências vivenciadas na nossa trajetória de vida.

Uma vez conscientes disso, o que fazer com essa pessoa que "descobrimos" - por meio do autoconhecimento -, porventura, como sendo arrogante, antipática, chata, mal-humorada e etc?

Aceitação.

Aceitemos nossas dores e tropeços e fiquemos atentos aos sinais que vem de dentro. 

Por que nos iramos? Ficamos com raiva? Tristes ou angustiados?

Aceite tais emoções e sentimentos e identifique o que há por trás deles. Ensina a psicanalista Elisama Santos, que existe uma mensagem escondida em cada grito, em cada dedo na cara, em cada palavra dura.

Ouso dizer que a maioria dessas mensagens foram reprimidas em choros não chorados ou emoções não sentidas e que se manifestam em tais comportamentos.

Fomos construídos - inconscientemente, muitas vezes, com a melhor das intenções por nossos cuidadores - por palavras que se transformaram em crenças limitantes. Ou seja, "verdades absolutas" que acreditamos piamente ser aquilo. 

Fomos reprimidos.

Não podíamos sentir dor, saudade, tristeza, angústia, raiva, frustração. Nada.

A sociedade adoeceu.

Pais doentes emocionalmente criam seus filhos com a mesma educação que tiveram, reprimindo, também, os sentimentos das crianças, adolescentes, jovens. 

Afinal, por que chorar por qualquer coisinha?

Alguns conseguem transpor esse muro e chegam a interromper esse padrão e fazer diferente.

Sem poder demonstrar suas vulnerabilidades em casa, os filhos recorrem a colegas, amigos ou outros parentes próximos.

E a relação de mãe/pai e filho (a) vai ficando cada vez mais distante baseada em cobranças de alta performance na escola, nos afazeres domésticos, na faculdade... 

Essa cobrança, então, é levada para a vida adulta. E aquela voz se transforma na própria voz moldando sua personalidade ao perfeccionismo. 

Por não poder errar, por causa da punição quando criança/jovem, o adulto ou adulta cresce uma pessoa insegura, sem coragem de arriscar e viver os próprios sonhos.

Por isso que esse texto faz um convite para fazermos as pazes com nós mesmos.

Se você é uma pessoa que se reconhece com pontos a melhorar, não se puna, não se culpe, não diga palavras duras para si mesmo.

Pelo contrário.

Se acolha. Fale com carinho consigo. Quando fizer algo de errado, não se chame de burro, estúpido, sem noção. Se repreenda com amor e se perdoe. 

Até, porque, como diz a psicanalista Elisama Santos: "A nossa interação com o mundo exterior depende diretamente do que acontece no mundo interior".

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