Um passo de cada vez

Uma das grandes armadilhas que tendemos a criar para o cérebro é fazê-lo olhar para um objetivo como algo grande.

Ainda mais porque ele é preguiçosinho e não gosta de gastar energia.

Eis aí o cerne da procrastinação.

E a pior sensação é o desejo de querer sair do lugar e fazer o que tem que ser feito, mas não saber porque não conseguimos.

Segundo a psicóloga Marinalva Callegario, isso acontece porque o cérebro logo associa o que temos que fazer a algo negativo e por isso desanimamos.

Vencendo a procrastinação

A dica que ela dá é fazer o oposto: lembrar do que precisa ser feito e associar a uma coisa boa que gostamos de fazer – uma técnica da PNL (Programação Neurolinguística), inclusive. 

Isto, porque, o cérebro não distingue o real do imaginário. 

O que trouxermos à mente, virá acompanhado de imagens, sons e sensações que serão sentidos no corpo e o cérebro pensará que é real. 

Esse movimento na mente irá gerar emoções positivas que, por sua vez, nos motivarão a sair do lugar.

Outra dica para nos tornarmos mais disciplinados e vencer a “embromação” é enganar o cérebro com metas pequenas, isto é, dar um passo de cada vez nas tarefas rumo ao nosso objetivo.

Marinalva lembra que não adianta fazer uma mudança radical nos nossos hábitos para atingir uma meta, pois isso não irá funcionar porque o cérebro vai logo criar resistência por não querer sair da rotina habitual – a famosa zona de conforto.

“Se você quer incluir o hábito da leitura na sua rotina, comece estabelecendo um número pequeno de páginas para ler, ao dia. Assim o cérebro não criará resistência e se acostumará, sem ao menos perceber. Depois, você vai aumentando gradualmente a quantidade”, exemplifica a psicóloga.

Use o poder das palavras

Mudar o vocabulário substituindo expressões negativas por positivas é outra sugestão de Marinalva. 

Seja qual for a palavra/expressão que pronunciamos elas são comandos para o cérebro que se convertem em atitudes. 

A propósito, eu falo um pouco disso no meu capítulo “Hora de limpar e reprogramar o sistema”, do livro “Como a PNL mudou minha vida”, da Editora Leader. 

E aí? Partiu dar um passo de cada vez?

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